4 Milhões de embalagens recicladas


 

Estamos só no aquecimento. Que venham as 10 milhões.
"Dilegua, o notte!
Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle!
All'alba vinceró!
Vinceró, vinceró!"

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Garis, fiscais e PMs de BH celebram cadastro para vacinação: 'Fomos vistos'

 

Há 7 anos na função de gari, Heider Costa presta um serviço essencial à capital mineira. Ele atua ao menos 6 horas diárias na varrição das ruas da Região de Venda Nova, longe do conforto e da segurança proporcionados pelo home office. 

Desde domingo (28/03), o trabalhador deu um passo à frente na longa fila da vacinação contra a COVID-19, já que a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou que prepara um cadastro para imunizar os trabalhadores da limpeza urbana, além das forças de segurança e dos fiscais. 

“Estou ansioso, vai nos ajudar bastante. Também somos da linha de frente e agora estamos sendo vistos. A categoria está sendo reconhecida”, comemora o funcionário.

ansiedade é também o sentimento demonstrado por Edson Xavier, que trabalha há cinco anos na coleta de lixo, ao comentar a decisão do município.

“Todo mundo tem medo do coronavírus, né? Todo mundo quer ir para o céu, mas ninguém está querendo morrer!”, brinca o trabalhador.

O capitão da Polícia Militar de Minas Gerais, Guilherme Pantuzzo, diz que a medida vai trazer mais tranquilidade à sua jornada de trabalho, já marcada por tantos riscos.

“É um alívio. A gente se protege. Usamos máscaras e álcool em gel. Mas, muitas vezes, recebemos chamadas em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), hospitais. Em alguns momentos, também é inevitável ter contato direto com as pessoas. Então, a notícia de que seremos priorizados nos trouxe muita alegria”, comentou o policial. 

Cadastramento

O cadastramento para imunização dos trabalhadores de serviços essenciais foi anunciado pela prefeitura nesse domingo (28/03). Segundo o município, os servidores deverão preencher um formulário elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde. A data em que o documento será disponibilizado ainda não foi informada, assim como o dia previsto para vacinação das categorias.

Por ora, o poder público especificou apenas quais serão os profissionais admitidos no cadastro. São eles: 

- Agentes da BHTrans
- Bombeiros militares
- Fiscais da Secretaria Municipal de Política Urbana
- Fiscais de Controle Urbanístico e Ambiental
- Guarda Municipal
- Polícia Civil
- Polícia Federal
- Polícia Militar 
- Trabalhadores da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).

Fonte: jornal Estado de Minas

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Seja bem vindo a sustentabilidade


 

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Mais de 3 milhões de embalagens recicladas

 Em 2020, atingimos a marca de 3 milhões de embalagens pós consumo recicladas. O equivalente a 90 toneladas que deixaram de ser descartadas em aterros sanitários ou mesmo no meio-ambiente.



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Examinando: por que lixões são tão preocupantes quanto uma pandemia



Série Examinando mostra o que é o novo marco do saneamento e como ele pode ajudar a resolver o problema do lixo no Brasil


Uma montanha de mais de 20 metros formada apenas de lixo. Um cheiro ruim muito forte, bichos como moscas e ratos por toda a parte. Esse é o cenário de um lixão a céu aberto. O método de descarte de resíduos é proibido no Brasil por várias leis, mas a realidade mostra que o problema está longe de ser resolvido. 

A aprovação pelo Congresso do chamado novo marco do saneamento básico pode ajudar senão a acabar com o problema dos lixões, pelo menos a acelerar a redução desse modelo que prejudica o meio ambiente e a sociedade. Examinando mostra o que é o novo marco do saneamento e como ele pode ajudar a resolver o problema do lixo no Brasil, que pode causar tantos prejuízos quanto uma pandemia. 

Uma lei aprovada há dez anos é a mais importante na tentativa de acabar com os lixões a céu aberto no Brasil. Pelo menos, até agora. A Política Nacional de Resíduos Sólidos determinou um prazo até 2014 para que todos os vazadouros clandestinos de lixo a céu aberto fossem encerrados. Mas como a gente bem sabe, na prática, a norma não trouxe resultados. O país ainda tem quase 3 mil lugares de descarte ilegal de resíduos. 

Uma nova lei aprovada pelo governo em junho deste ano promete ajudar na redução do problema. A medida é urgente. O país produziu 79 mil toneladas de lixo em 2018. Desse total, 8% não foi coletado, ou seja, ficou jogado pelas ruas, praças e rios no país. Da parte que é coletada, quase metade é descarregada em lixões ou aterros que não contam com medidas necessárias para garantir a integridade do meio ambiente e a da população local. 

Mas porque é tão importante arranjar uma solução. Acontece que o descarte de resíduos nos lixões pode ser tão perigoso para as pessoas quanto uma pandemia. A prática pode gerar muitas doenças sérias e contagiosas, além promover a disseminação de ratos, baratas e moscas nas casas e comércios ao redor. E ainda que o problema regional seja muito grande, nada impede que isso também se espalhe e atinja às grandes cidades.

Sem falar na contaminação da água. O lixo acumulado a céu aberto produz um líquido chamado chorume, que é tóxico e contaminado por toda aquela mistura de resíduos que contém bactérias, fungos e vírus. Como o material fica exposto na terra, esse líquido penetra no solo e chega até os lençóis freáticos, que são como rios subterrâneos, e é de onde vem a água que usamos no dia a dia. E como se tudo isso não fosse suficiente, os lixões também poluem o ar com a liberação de gás metano que surge das reações químicas dos resíduos embaixo de sol e chuva. 

De modo geral, a aprovação do novo marco regulatório do saneamento básico definiu novas regras para a universalização dos serviços de água, esgoto, e também para erradicação dos lixões. Foram estabelecidos novos prazos para que as prefeituras adotem meios inteligentes e sustentáveis de descartar o lixo. Pelas novas regras, todos os municípios devem apresentar até o último dia de 2020 um plano para acabar de vez com os lixões e como pretendem financiar isso. Cada cidade pode optar pela criação de uma taxa. E o problema deve estar resolvido até 2024. Ou seja, em 4 anos não deverá existir mais nem um único lixão no país. Será que vai dar certo?

Que o descarte a céu aberto é proibido nós já sabemos, mas então qual é o certo a se fazer com o lixo? A coleta seletiva, que separa os materiais recicláveis, e a transformação dos restos de comida em adubo orgânico são algumas das opções. A diferença entre um lixão e um aterro sanitário é que no aterro, antes de se jogar o lixo, o solo é tratado com substâncias que evitam a passagem do chorume para a terra e para os lençóis freáticos. Também tem um sistema de canalização dos gases formados no lixo e eles não são liberados direto na atmosfera. 

Mas o novo marco do saneamento básico não muda apenas as regras sobre os lixões, também trata sobre a universalização da água e esgoto encanados. Só metade dos brasileiros tem esse serviço. E a nova lei prevê que todos tenham acesso até 2033. Além disso, o marco regulatório também abre espaço para que empresas privadas ofereçam o serviço de saneamento para a população. Hoje, os contratos são estabelecidos diretamente, e sem concorrência. 

O lixo e a falta de saneamento são grandes problemas que trazem muitos prejuízos ao Brasil. As novas regras para mudar a realidade foram aprovadas, agora resta saber como elas serão aplicadas e quais serão as mudanças.

Fonte: Exame
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Covid-19: Sem separação de recicláveis, parte dos catadores de BH fica sem renda


Segundo diretor da Asmare, apenas quatro catadores fazem o serviço atualmente pela associação; prefeitura informa que tem fornecido cesta básica aos trabalhadores



Os carrinhos lotados de materiais recicláveis que garantiam a renda de catadores em Belo Horizonte estão vazios e o pouco dinheiro que se conseguia para o sustento da família através da venda desses materiais já não chega mais. Com o isolamento social e o consequente fechamento do comércio devido à pandemia de coronavírus, os materiais recicláveis deixaram de ser disponibilizados pela população aos catadores. As coletas seletivas de porta em porta e nos chamados pontos verdes também foram interrompidas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) ainda em março, como medida de segurança e não há previsão de retorno.

Segundo o diretor da Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Recicláveis (Asmare), Fernando Godoi, o trabalho de captação desses materiais em Belo Horizonte tem contado apenas com quatro catadores da associação. “Temos quatro catadores trabalhando. Com a paralisação de todas as cidades os catadores não tem material para pegar. A renda da Asmare caiu muito, nós tivemos que reduzir muitos trabalhadores que trabalham não só com a captação, mas também internamente. Nós estamos com 18 catadores parados, é difícil pra gente”, lamenta. 

ficava até às 22h. Assim chegava quase 1h da manhã, todos os dias. Agora você vai pra rua e corre o risco de não achar nada, porque a maioria das lojas estão fechadas. Assim não dá pra ser feliz”, conta. 

Com máscara, Silva conta que ainda tem ido pras ruas em busca de materiais recicláveis, mesmo em meio a pandemia. Ele diz que até gostaria de ficar em casa durante o isolamento social, mas continua trabalhando para poder sobreviver. “Quem tem dinheiro fica em casa e quem não tem vai pra rua, eu dou a dica assim. Como uma pessoa vai sobreviver sem dinheiro? Ou morre de fome ou arrisca o dinheiro dele indo pra rua”, disse. 


Esperança
Com a ajuda de doações a catadora de papel Maria da Paixão, 68, conta que “tem levado a vida como Deus quer”. Para ela trata-se de uma fase ruim que em breve vai passar. “Porque Deus está me dando força. Com Deus na frente eu não tenho medo de nada, se Deus quiser tudo vai voltar”,disse. Com o início da pandemia, ela chegou a ficar dois meses em casa, em isolamento. Integrante do grupo de risco para o coronavírus devido a idade, Maria da Paixão conta que recentemente decidiu voltar a trabalhar e planeja retornar às ruas com seu carrinho, assim que for possível.

“Eu vou pegar o meu carrinho e ir pra rua. É minha alegria quando eu saio para a rua com o meu carrinho. Eu pego os meus papéis e converso com os seguranças (dos comércios). Puxar meu carrinho é a minha alegria”, sorri. 

Incêndio
Além da dificuldade de conseguir material reciclável em meio à pandemia de coronavírus, parte do estoque foi perdido em um incêndio no mês passado que atingiu o depósito da Asmare, localizado na avenida do Contorno, no número 10.555. A área danificada está compreendida em um espaço de 200 metros quadrados. Um muro também desabou, mas ninguém se feriu. 

Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil para investigar as causas do incêndio. 

Coleta Seletiva
A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) de Belo Horizonte interrompeu no dia 22 de março o serviço de coleta seletiva, tanto de porta em porta quanto dos chamados pontos verdes. A medida tem o objetivo de evitar que coronavírus seja disseminado pelos materiais recicláveis. Por meio de nota, a SLU informou que ainda não há uma data para a retomada da coleta, mas que a orientação é de que materiais sejam descartados na coleta domiciliar rotineira.

Antes da pandemia, os materiais reciclados eram direcionados diretamente para as cooperativas parceiras, agora uma nova etapa foi acrescentada ao processo.“Esse lixo domiciliar ensacado é levado para a Central de Tratamento de Resíduos Macaúbas, em Sabará, que é uma empresa contratada pela Prefeitura que segue todos os padrões de segurança ambiental para esse tipo de atividade”, informou a SLU.

Como forma de auxílio, a SLU também destacou que a “Prefeitura está distribuindo cestas básicas aos trabalhadores de materiais recicláveis de seis cooperativas ou associações desde o dia 9 de abril”. Ainda de acordo com a superintendência “ao todo, 310 catadores têm direito ao benefício nos meses de abril, maio e junho” e que “portanto, 100% dos cooperados foram incluídos nesse programa de ajuda”.

Números
De acordo com a SLU, cerca de 608 toneladas de materiais recicláveis são recolhidos por mês na capital, sendo 138 toneladas dos equipamentos de entrega voluntária – chamados pontos verdes – e 470 toneladas recolhidos de porta em porta. Todo o material passa por triagem no Centro de Tratamento de resíduos Macaúbas, em Sabará, na região Metropolitana. Segundo a SLU, após a triagem, 67 toneladas são enviadas às cooperativas parceiras do município.

“No caso da Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável (Asmare), a Prefeitura, por meio da SLU, destina a ela uma média de 51 toneladas de resíduos recicláveis por mês”, informa a SLU.
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